
lapidei sentimentos
que tocaram ao som de Vivaldi
perfurei memórias maltratadas
onde os olhares se moveram
desordenei trémula as emoções
que surgiam da brisa do mar
apressei a noite simulando utopias
onde ecoaram ironias amargas
pressenti o mar orgulhoso
sedento de um corpo etéreo
senti a dor turbulenta
encolhida no interior dos desejos
diluí o limite da mágoa
irrequieta nos passos defendidos
contornei errante a imagem
e vi-te chegar gasto de vícios
ávida abri-te a porta da madrugada
e em silêncio toquei-te de paixão
embarcamos juntos no enlouquecido desejo
onde a saudade tinha o teu nome
e cai a noite sob a nudez de dois corpos...
l.maltez




















